sábado, 30 de janeiro de 2016

Ata reunião extraordinária CMC, realizada em 30 de janeiro de 2016

Reunião conselho de Cultura: Valorizando a Cultura

Ata reunião extraordinária CMC, realizada em 30 de janeiro de 2016, as 10:00 hs no CAT, reunião solicitada por Tati Mendes, para apresentação do projeto Caminho de Guimarães, onde foi feita a apresentação e detalhamento do projeto por Flavio Daltro ex-prefeito de Chapada, logo após houve assinatura dos presentes totalizando 4 titulares, 2 suplentes a presidente do CMC,  logo em seguida  foram tratados os seguintes assunto: solicitar uma reunião com o prefeito para tratar do convenio 725324- Construção do Centro Cultural de Chapada dos Guimarães, este segundo Tati Mendes vence em 05/02/2016, caso não seja feito o redimensionamento do recurso para a continuação da construção este será  devolvido para a Caixa Econômica Federal, mas para ser feito o redimensionamento é necessário o extrato da conta, que será solicitado para o prefeito na reunião que Mariselma ficou de agendar para segunda feira, também foi dito por Maricelma que deveríamos cobrar o a homologação do Decreto de posse do CMC, que será feito via ofício na prefeitura com protocolo, Fabíola propôs aos presentes que fizéssemos uma solicitação também para o prefeito de um espaço no palco do festival para desenvolvimento de atividades culturais, sabendo que durante a realização do festival o espaço deverá ser desocupado para realização do mesmo, conforme termo de responsabilidade assinado por todos os membros do CMC, sem mais encerro a ata eu Fabíola Mesquita, presidente do conselho a ATA: presentes: Fabíola Mesquita , Tati Mendes, Fernanda Marimom, Carlos Hajime, Henrique Santian, Louriza Boiabad, Mariselma Souza.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Ata reunião CMC, realizada em 16 de janeiro de 2016

Reunião Extraordinária conselho de Cultura: Valorizando a Cultura
Ata reunião CMC, realizada em 16 de janeiro de 2016, as 17:00 hs no CAT, onde foi tratado assunto referente a mudança no calendário de reuniões para 2016, solicitação feita por Rachel Galesso onde foi aprovado a mudança para segunda sexta-feira de cada mês as 18hs no a ser realizada no CAT: também foi informado por Maricelma que o Regimento assim como termo de compromisso estão no CAT para assinatura dos membros e posterior homologação na prefeitura, conforme informado por Maricelma o fato de Avanilce ser transferida para a prefeitura não impede que a mesma continue como secretaria do CMC, tenho em vista que esse cargo está estabelecido na Lei que regulamenta o Conselho de Cultura sendo uma obrigação da prefeitura dispor da mesma, mesmo assim ficou acordo que algumas tarefas que referem-se a secretária serão dívidas entre os conselheiros até que a situação seja normalizada, fica assim definido que Roseli será responsável pela convocação dos membros do conselho por telefone usando o telefone do CAT, que as pautas serão redigidas por aqueles que a propuserem, e que as atas serão redigidas no local pelos conselheiros de forma voluntária, ainda foi tratado sobre a melhoria na comunicação onde ficou entendido que o titular deve comunicar-se com seu suplente, logo em seguida foi informado por Louriza que Paulinho está deixando o CMC e que Regininha assumira como titular da comissão de artesanato, assim conversado, foi tratado sobre a próxima reunião: o orçamento para a pasta de cultura onde Tati Mendes ficou de trazer os percentuais referentes a pasta, e também se propus a convidar Romulo Fraga para palestrar aos conselheiros sobre o Sistema Nacional de Cultura, reunião a ser definida, também foi colocado por Mariscelma os projetos que estão em andamento na prefeitura e que será levado na próxima reunião para discursão como: Aguas de Março, Vá para a praça  e tudo sobre mulheres, Tati também apresentara o projeto de cinema, também ficou aberto aos conselheiros trazerem seus projetos, foi questionado por Fabíola sobre a  Lei que regulamenta o Fundo para a Cultura, onde seria procurado um funcionário da câmara para nos ajudar nesta busca se o mesmo existe e se foi aprovado,  sobre para dezembro ficou definido recesso, sem mais encerro aqui a ata eu Fabíola Mesquita, presidente do conselho a ATA: presentes: Presidente Fabíola Mesquita , Tati Mendes, Roseli Carnaíba, Rachel Galesso, Carlos Hajime, Henirque Santin, Louriza Boiadaid, Maricelma

1.     Tati Mendes
2.     Roseli Carnaiba
3.     Rachel Galesso
4.     Carlos Hajime
5.     Louriza Boiabad
6.     Henirque Santin,
7.     Fabíola Mesquita

8.     Maricelma 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ata reunião CMC, realizada em 04 de janeiro de 2016

Reunião conselho de Cultura: Valorizando a Cultura
Ata reunião CMC, realizada em 04 de janeiro de 2016, as 17:00 hs no CAT, após assinatura dos presentes totalizando 4 titulares, 2 suplentes a presidente do CMC,  secretária executiva e a Secretaria de Cultura do Município, foi assinada pelos presentes a lista, logo em seguida  foram tratados os seguintes assunto: leitura e aprovação do Regimento Interno, sendo que foi lido inicialmente por Tati Mendes, logo em seguida por Maricelma, seguida por Fernanda Marimom e concluindo Roseli Carnaíba, terminado a leitura o Regimento foi aprovado por unanimidade, o mesmo será deixado no CAT com a secretária executiva Avanilce Sampaio onde os presentes deverão dirigir-se ao CAT para assinatura do Regimento para depois ser enviado para a prefeitura para homologação, também ficou definido que Avanilce iria procurar um modelo de termo de compromisso para os conselheiros assinarem, logo depois foi lido por Fabíola a programação anual das reuniões mensais do conselho onde foi aprovada por todos os presentes ficando definido: Fevereiro, 11, Março, 10,   Abril 07,  Maio 12, Junho 09, julho 14, Agosto 11, Setembro 15, Outubro 06, Novembro 11,  todas a serem realizadas no CAT as quintas-feiras as 17hs, para dezembro ficou definido recesso, sem mais encerro aqui a ata eu Fabíola Mesquita, presidente do conselho a ATA: presentes: Presidente Fabíola Mesquita , conselheira Tati Mendes, Suplente  Roseli Carnaíba, conselheira Fernanda Marimom, suplente  Rachel Galesso, conselheiro Carlos Hajime

Taty Mendes
Roseli Carnaiba
Fernanda Marimom
Rachel Galesso
Carlos Hajime
Fabíola Mesquita

Avanilce Sampaio, secretaria executiva CMC

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Ata reunião CMC, realizada em 15 de novembro de 2015

Reunião conselho de Cultura: Valorizando a Cultura
Ata reunião CMC, realizada em 15 de novembro de 2015, as 18:00 hs na Neom bordadeiras, Taty Mendes fez a leitura da ata da última reunião, após, esta foi assinada pelos presentes, logo em seguida a foram tratados os seguintes assunto: sobre a auto declaração de ponto de cultura, ficou definido que cada pessoa que se interesse eu fazer a auto declaração deverá fazê-lo no site do MINC, e os demais expediram a carta de anuência para cada interessado, ficou definido que o grupo no facebook passaria a ser secreto devido  a solicitação  de pessoas que não fazem parte do conselho a participar do mesmo, também foi definido pelo grupo que os assuntos tratados no grupo sejam sempre referentes ao conselho, sobre a homologação da eleição identificamos uma certa dificuldade no andamento do processo, tendo em vista que a documentação com todas as assinatura foi entregue a Secretaria de Cultura Maricelma no dia 04/11/2015 e a mesma ainda não havia providenciado a homologação, ficou definido que cada membro do conselho na medida do possível fizesse a cobrança junto a Maricelma o intuito é cobrar e mostrar que estamos unidos e precisando da homologação o quanto antes, Carlos Miranda que trabalha na mesma escola ficou de conversar com ela, assim como Fabíola Mesquita e Taty Mendes, ficou definido que se não conseguirmos a homologação até o prazo de 25/11/2015, nós iriamos a câmara dos deputados, solicitar um pauta e levar nosso caso para resolução, sobre o regimento ficou definido que após a homologação faríamos um novo regimento, e todos foram unanimes em admitir que não iriam a casa dos conselhos procurar o regimento conforme solicitação da Edna Guerreiro, por entendermos que é responsabilidade dela faze-lo, Taty Mendes se prontificou a criar um grupo no WhatsApp, com intuito de melhorar a comunicação do grupo, no momento estamos lutando para fortalecer o grupo com ações continuas. Encerro aqui a ata eu Fabíola Mesquita, presidente do conselho a redigi por ainda não termos uma secretaria para tal oficio, estão presentes na reunião: vise presidente Carlos Miranda, conselheira Taty Mendes, Suplente Amaury Tangará, Suplente  Louriza Boiabad, conselheira Ana Maria Lopes, Presidente Fabíola Mesquita, representante civil Miguel Penha

Carlos Miranda
Taty Mendes
Amaury Tangará
Louriza Boiabad
Ana Maria Lopes

Fabíola Mesquita

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Ata reunião CMC, realizada em 10 de outubro de 2015

Reunião conselho de Cultura: Valorizando a Cultura
Ata reunião CMC, realizada em 10 de outubro de 2015, as 18 hs na casa di Rosi, Pauta reunião 10 de outubro de 2015 as 18hs, sábado na Cada di Rosi, foram tratados os seguinte assuntos: Assinatura dos membros do conselho na ata de eleição e demais documentos, para publicação em edital, devido a falta de alguns conselheiros e suplentes ainda falta assinatura de: Henrique Santian, Carlos Miranda, Ana Maria Lopes, Paulo Ferreira, Regininha assim que todos tiverem assinado encaminharemos para a SEC para publicação. Segundo tema melhoria na comunicação entre os conselheiros tendo em vista que apenas 3 dos 6 conselheiros tem acessado nosso grupo e participado das discussões ou mesmo lido as postagens, segue nomes dos conselheiros ausentes no processo: Henrique Santian, Ana Maria e Paulo Ferreira e Carlos Miranda, foi identificado a necessidade dos telefones de todos os membros, por isso todos os números forma adicionados no grupo do face e aqui nesta ata: segue: Fernanda Marimon 8133 2066 – tim, Roseli Mendes Carnaiba 9941-6937 vivo, Leonardo Boabaid Yule 9235 0911, Carlos Hajime Katayama 99814531, louriza 3301 2508 - 8157 1710 tim
Paulo Fereira 81004479 - 8115 3624, carlos miranda 9292 8128, Fabiola Henri Mesquita 8153 0682 tim 9304 1861 claro, Rachel Galesso 81510064(claro) Henrique Santian 65 98066453, também ficou definido um rodizio de ligações telefônicas tendo em vista que alguns membros não possuem face, e não estão tendo acesso as informações como é caso do Paulinho e da Regininha. Terceiro item: criação de uma agenda de reuniões para o próximo seis meses, ficou definido a programação para as próximas reuniões para os dias: Criação de uma agenda de reuniões para o próximo seis meses ficou definido reuniões mensais sendo: 10/11/2015, bordadeira av: rio da casca 177, beco do Pipoca,  15/12/2015, Cafua, aldeia velha, rua dos guaicurus, 12/01/2016, Ateliê Miguel Penha, rua três Bom clima 03, 12/02/2016,  09/02/2016 as 18hs, Fabíola mesquita informou que nos meses de fevereiro a março estará em viajem e que as reuniões serão assumidas pelo vice Carlos Miranda, caso o mesmo não possa os conselheiros devem reunir-se e nomear uma pessoa para presidir a reunião, foi informado por Fabíola Mesquita o contado dela com a Edna Guereiro, presidente da casa dos conselhos onde foi solicitado o regimento interno e que a mesma ficou de localiza-lo no dia em que la estive o mesmo não foi encontrado. Também foi discutido sobre a auto declaração de ponto de cultura, faz-se necessária a leitura do artigo pelos conselheiros e vice-presidente:
http://culturaviva.gov.br/rede/, ficou definido que no momento estamos lutando para fortalecer o grupo com ações continuas. Encerro aqui a ata eu Fabíola Mesquita, presidente do conselho a redigi por ainda não termos uma secretaria para tal oficio, estão presentes na reunião: Roseli Carnaiba, Rachel Galesso, Fernanda Marimon, Louriza, Carlos Hajime, Leonardo Boaibad.

Roseli Carnaiba, suplente                                              Rachel Galesso, suplente
Fernanda Marimon, conselheira
Louriza, suplente                                                            Carlos Hajime, conselheiro

Leonardo Boaibad, suplente                                           Fabíola Mesquita, presidente

terça-feira, 29 de setembro de 2015

1º Fórum Cultural de Chapada dos Guimarães/MT

1º Fórum Cultural de Chapada dos Guimarães/MT

Programação
01/10/2015 Quinta-Feira
Local: Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Meio Ambiente
09:00 Abertura Oficial
09:30 as 10:00 Café da manhã
10:15 Apresentação das Chapa: Valorizando a Cultura
10:30 Exposição das Bordadeiras e Miguel Penha- www.miguelpennha.com
10:45 Apresentação Canto Indígena com Fernanda Marimon, adaptação Luiz Carlos Ribeiro.
11:00 Apresentação músicos: José Carlos, Carlos Takayama e Yule.
12:00 as 18:00 Votação
18:30 Encerramento e abertura da urna.
19:00 Apresentação dos Conselheiros eleitos

19:00 Encerramento com a fala do Presidente do Conselho.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

sobre a possível extinção do MINC


O fim do quê?

Notícia publicada na última semana pelo jornal O Globo deu informação de que um estudo apresentado à presidente Dilma Rousseff pelo Ministério do Planejamento sugeriu o corte de 15 ministérios. Nessa leva, o da Cultura poderia voltar à pasta de Educação. Ainda que seja apenas especulação*, por enquanto, o fato movimentou as redes sociais nesta semana. Produtores e artistas começaram campanhas, criaram petições online e fizeram um tuitaço na última quarta-feira (9/9).
Foto: Bala KMas o que de fato se está discutindo? Uma estrutura administrativa, recursos para projetos, a compreensão do valor da Cultura para o desenvolvimento do país?
“A gente perdeu a qualidade do debate da Cultura. Ela ficou muito polarizada, perdeu a serenidade”, afirma a jornalista e gestora cultural Marta Porto. “Ficou sempre uma grande discussão sobre ferramentas de financiamento – não digo nem de fomento. E obviamente que quando você pauta a discussão política por interesses menores, você perde espaço”, completa.
Marta diz não acreditar em – e ser contra – uma possível extinção do MinC, no entanto, defende que o fato de que há uma sugestão dessa possibilidade coloca a sociedade diante de uma posição ética de discutir por quê. “Por que, passadas tantas décadas, a gente está discutindo a possibilidade de não ter um Ministério da Cultura num país como o nosso? Certamente não é pela nossa capacidade de produção artística, não é pela falta de riqueza cultural.”
Para o dramaturgo e crítico Aimar Labaki, a maior contribuição do Ministério da Cultura é tornar visível o óbvio: a centralidade da Cultura para a democracia e a responsabilidade do Estado quanto à produção e ao acesso aos bens simbólicos. “Essas centralidade e responsabilidade ainda não são reconhecidas pelos sucessivos governos, nem pela maior parte dos cidadãos. A discussão sobre a eventual extinção do MinC é sinal dessa realidade. E o principal motivo para que não seja fechado, em hipótese alguma”, defende, lembrando que o ministério é mais importante como articulador transversal de políticas e processos do que como financiador ou fomentador de produção. “É melhor um ministério sem orçamento que um grande orçamento espalhado pela máquina da Educação”.
Quanto a isso, Carlos Ari Sundfeld, professor de Direito Administrativo da Fundação Getúlio Vargas, discorda. Porque, segundo ele, do ponto de vista administrativo, o MinC é muito frágil. Sua extinção, ou fusão com outra pasta, não causaria o fim dos programas já existentes, e sua administração por uma pasta mais ampla e com mais poder poderia trazer mais recursos e força política. “A Cultura sempre foi o primo pobre do orçamento público. A extinção do MinC não muda nada em relação a isso, e não acredito que enfraqueça as estruturas já criadas. Pelo contrário. Se eu fosse funcionário do Iphan, prefereria estar em um ministério que inclui os professores das universidades federais, por exemplo, porque as reivindicações salariais provavelmente seriam mais levadas a sério.”
A questão dos servidores do MinC também é levantada por Marta Porto. “O fato é que temos um plano de cargos e carreiras dos servidores da Cultura que nunca foi levado a sério. Não temos projeção de uma consistência mais segura pra eles. Me parece que a demanda por estar dentro de um ministério mais forte tem a ver com a sensação de que se está num lugar desvalorizado”, analisa.
Segundo Sundfeld, nada permite imaginar que uma fusão no Ministério da Educação, por exemplo, fizesse desaparecer a dotação orçamentária dos órgãos da Cultura. “Acho que é pior a Cultura estar num ministério de pé quebrado do que numa pasta mais ampla. É um simbolismo pouco prático”, afirma.
De volta ao começo – “Temos uma institucionalidade frágil, mas temos uma institucionalidade”. É o que aponta o pesquisador e consultor André Martinez. “Há uma interface para questionar, pleitear, articular as questões da Cultura em si. Perder esse patamar básico seria um enorme atraso”, alerta, lembrando que a criação do MinC significou o surgimento de uma agenda pública autônoma para a Cultura.
“O Ministério da Cultura foi uma conquista, de gerações que lutaram na ditadura para que a gente pudesse ter autonomia no campo da Cultura. Essa é uma discussão intocável. Não tem como retroceder 30 e poucos anos”, completa Marta. No entanto, ela lembra que a Pasta foi criada com um viés altamente patrimonialista, para dar assento à Lei Sarney. “Ela nasce de uma forma estranha, já dizendo que veio não para pensar o Brasil, mas para ter formas de financiar demandas culturais.”
Essa concepção, que para a especialista sombreia o ministério até hoje, vinha do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), do governo de Getúlio Vargas, e mudou o desenho proposto por nomes como Mário de Andrade e Aloísio Magalhães, de pensar o país a partir da Cultura e das artes. “Existe uma história que fez com que chegássemos em 1985 com a decisão de que era importante ter um Ministério da Cultura, mas me parece que essa história foi perdida ou esquecida”, lamenta Marta.
Membro do Grupo de Pesquisa em Políticas de Cultura e de Comunicação do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará, Alexandre Barbalho acredita que, depois de um momento inicial de muita fragilidade e descapitalização financeira e simbólica, o MinC se consolidou e, com isso, a própria percepção da Cultura como direito fundamental. “Mesmo com orçamento e pessoal reduzidos, o MinC vem conseguindo estabelecer uma série de políticas de Estado que torna a Cultura uma responsabilidade do poder público, não apenas no âmbito federal, mas também nas esferas estadual e municipal”, explica.
Nesse sentido, sua extinção causaria a perda do esforço de institucionalização das políticas culturais como o Plano Nacional de Cultura, o Sistema Nacional de Cultura, entre outras ações. “O próprio entendimento da especificidade do campo cultural e de suas políticas, ainda que compreendendo sua transversalidade, em especial com a educação e a comunicação, correria o risco de se perder.”
Inclusão ou transgressão? – A autonomia expansiva da Cultura, para Martinez, não teria sido possível sem o MinC. “Com uma institucionalidade própria, em interface com os diversos agentes, foi possível gerar ao longo dos anos novas distinções, novas tensões, uma expansão fenomenológica para a Cultura, implicando em outros jeitos de ver, pensar e agir: Cultura como um bom negócio para patrocinadores, como áreas a serem incentivadas com mecanismos de incentivo fiscal, Cultura como cidadania e diversidade, como redes, como economia, como participação social, como inovação”, completa.
Em tempos em que muitos profissionais do setor gastam mais tempo discutindo formulários de editais, a grande questão, para Marta Porto, talvez seja justamente como a Cultura pode contribuir para o aprofundamento de uma democracia não violenta e uma ética de convivência para uso qualificado do recurso público. Nesse sentido, ela cita o exemplo da Colômbia, onde o Ministério da Cultura teve papel importante no redesenho da política e no enfrentamento da guerra ao narcotráfico.
“O que qualifica o debate é discutir a qualidade da democracia que a gente vive, a cultura da convivência que se engendrou a partir dessa democracia. Vemos o exemplo colombiano e vemos o quanto nosso Ministério da Cultura – e aí incluo nós gestores, produtores, artistas e pensadores do campo – se afastou de uma discussão mais qualificada sobre o que acontece com a sociedade brasileira, de que maneira a gente se relaciona com os direitos humanos”, aponta Marta. E destaca: pensar em ter um ministério significa pensar o país, e não um público-alvo.
Para Martinez, a maior perda caso o Ministério da Cultura deixasse de existir seria fracassar na realização do sonho de ter a Cultura como centralidade em um projeto de país para o Terceiro Milênio. “Como território de enfrentamento das desigualdades, de transformação do modelo econômico, da produção de uma sociedade dialógica e não-violenta, com outra mentalidade. Perder o MinC é antes de tudo perder entusiasmo, perder energia vital.”
Mas esse enfrentamento precisaria de fato acontecer, já que segundo Marta, mesmo o discurso que lembra uma justiça social, de inovação, pode ser excepcionalmente conservador, porque guarda inúmeros preconceitos. “Como aqueles de movimentos socioculturais, sempre vinculando a periferia com algum projeto de redenção social. Cultura é cultura, arte é arte, e ela é muito mais transgressora do que inclusiva. Ela é muito mais reflexiva e crítica do que se submeter à lógica de qualquer política que existe num determinado momento. Quando perdemos esse potencial de transgressão à norma, de reinvenção, essa adrenalina que nos faz repensar um modelo de desenvolvimento que queremos ou não, temos muito pouco a dizer.”
*Procuramos o Ministério do Planejamento para esclarecimento da notícia e recebemos a seguinte nota em resposta: “Sobre o tema, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) informa que os cenários para a elaboração da proposta de redução de ministérios ainda não foram concluídos e que informações em off atribuídas à Pasta não têm nenhuma legitimidade e devem ser desconsideradas. Até o final de setembro, o MP encaminhará suas sugestões à Presidenta da República, conforme calendário divulgado pelo ministro Nelson Barbosa.” 
http://www.culturaemercado.com.br/site/destaque/o-fim-do-que/